Projetos sociais e casas de acolhida da Aliança de Misericórdia realizaram atividades em memória daquele que se tornou símbolo de transformação e cuidado com quem mais precisa
No dia 16 de setembro de 2026, completaram-se 25 anos da morte de Nivaldo da Cruz, primeiro missionário da Aliança de Misericórdia. Para marcar a data, diferentes projetos sociais e casas de acolhida promoveram atividades inspiradas em sua trajetória.
Nivaldo viveu uma história marcada por dificuldades, pobreza, drogas e criminalidade. Seu encontro com a fé e com uma nova perspectiva de vida abriu caminho para uma profunda mudança. A partir dessa experiência, passou a dedicar-se especialmente às pessoas que também carregavam histórias de exclusão e vulnerabilidade.
Por isso, sua trajetória continua tão próxima da missão social desenvolvida hoje pela Aliança: acolher histórias difíceis sem reduzir ninguém ao próprio passado e acreditar na possibilidade de um novo começo.
Uma história compartilhada com crianças e adolescentes
No CCA São Domingos, no Campos Elíseos, em São Paulo (SP), crianças e adolescentes conheceram a trajetória de Nivaldo durante uma atividade conduzida pelo vocacionado Leandro e pela missionária Giulia.
Uma dinâmica ajudou o grupo a conversar sobre escolhas, consequências e transformação. A proposta também incentivou cada participante a pensar sobre os próprios sonhos e projetos para o futuro.
No CEI Misericórdia II, em Taipas, São Paulo (SP), a história foi apresentada aos pequenos durante um piquenique. De forma lúdica e afetiva, a atividade trabalhou valores como amizade, respeito, companheirismo e cuidado com o próximo.
Memória e convivência no Restaura-me
Na Casa Restaura-me, no Brás, em São Paulo (SP), pessoas atendidas pelo projeto participaram de um momento de reflexão sobre a vida de Nivaldo e sua dedicação aos irmãos.
A programação terminou com um almoço especial e um momento de convivência entre participantes, colaboradores e missionários.
Uma trajetória que dialoga com quem está recomeçando
Nas casas de acolhida, a história de Nivaldo ganha um significado muito concreto. Assim como ele encontrou uma possibilidade de reconstruir sua própria vida, muitos homens e mulheres chegam hoje aos projetos da Aliança buscando novas oportunidades e caminhos.
Na Casa de Acolhida Cordeiro Imolado, em Piracicaba (SP), a programação reuniu momentos de reflexão, exibição de um documentário sobre Nivaldo, almoço especial e atividades de convivência. Os acolhidos também receberam uma pequena cruz de bolso como lembrança da data.
Na Casa de Triagem, em Rio das Pedras (SP), o documentário sobre sua trajetória emocionou os participantes. Reginaldo, conhecido como Tarzan e que conviveu pessoalmente com Nivaldo, também compartilhou suas lembranças e experiências.
Já no Sítio Sagrado Coração de Jesus, em Barbacena (MG), o dia contou com reflexão sobre sua história, almoço festivo, convivência e entrega de lembranças aos participantes.
Um legado que permanece atual
Vinte e cinco anos depois, a história de Nivaldo continua presente especialmente entre pessoas que sabem, por experiência própria, o que significa precisar de uma nova oportunidade.
Sua trajetória ajuda a traduzir um princípio que permanece no centro do trabalho social da Aliança de Misericórdia: uma pessoa é sempre maior do que os momentos mais difíceis de sua história.
Em cada criança acompanhada, em cada pessoa em situação de vulnerabilidade atendida e em cada acolhido que começa a reconstruir a própria vida, o legado de Nivaldo continua encontrando novos caminhos.